E quando não vemos um futuro palpável na nova profissão que escolhemos: o jornalismo

É tudo muito lindo na narração de “trabalhar com o que ama” e eu acho muito lindo sonhar, mas muitas vezes precisamos ter o pé no chão, e enchergar a vida como ela é, e não como gostariamos que ela fosse. 

Depois de tantos “nãos” na procura de um novo trabalho na area de jornalismo, e até ter conseguido um estágio que durou por um ano, e foi uma experiência incrível, aprendi muitas coisas novas que tenho alguns textos falando sobre. Sigo sem estágio e sem
previsão de quando vou alcançar um trabalho na area que eu decidi seguir Jornalismo, não sei se sabem, mas jornalismo é uma profissão que foi totalmente defasada pela ascensão de influênciadores, que fazem o papel de comunicação, e que tem muita influência no seu público, então a profissão jornalismo que já não era lá essas coisas, está a cada dia pior.

Então ando numa fase que, a última coisa que estou fazendo nesse momento, é enviar curriculos e buscar novas oportunidades, isso quer dizer que eu desisti? Não!

Isso quer dizer que estou dando um tempo, e em contrapartida estou fazendo um trabalho de escrita. Recentemente comecei a escrever no substack também, sobre mudanças e transições na vida, temos tantas né? E muitas vezes nem damos uma atenção pra isso, apenas vamos tocando o barco e aprendendo muitas coisas ao longo do caminho.

Ontem assisti o filme “o diabo veste prada 2”, e achei bem interessante a abordagem do filme, porque foram 20 anos para lançar o filme 2, e quanta coisa na tecnologia e jornalismo aconteceu nesse periodo, o digital, a revista impressa que já não é tão lida, as pessoas não lêem mais, estão muito ligadas nos vídeos e click baites das mídias sociais, que tristeza.

Isso me fez lembrar, tanto a matéria que estou estudando nesse semestre, gestão de redes sociais e a palavra “brain rot” que foi escolhida em 2024 como a palavra do ano pela oxford, que quer dizer “deterioração mental ou apodrecimento do cérebro” pelo consumo excessivo de redes socias e o famoso scrol lock. 

E me peguei totalmente reflexiva sobre o meu futuro, atualmente trabalhando como freela, e não ter encontrado nenhuma oportunidade na profissão que eu decidi seguir porque gosto. Enfim, aprendendo a ter resiliência e não desistir, quando novamente me vem aqueles pensamentos de querer parar e jogar tudo pro ar, e recomeçar a vida em outro país, a famosa vontade de, vou abandonar tudo e vender a minha arte! E qual arte? Apesar de saber fazer algumas coisas, ainda me causa medo e falta de coragem para arriscar.

Não sei se vou conseguir não trazer spoiler sobre o filme, mas achei interessante o momento em que mostra como tudo mudou, e existem novas adaptações no mercado, mas muitas coisas continuam como antes, os patrocinadores, isso é extremamente importante para uma revista conseguir se manter viva.

E bem no início do filme vemos uma demissão em massa, que foi feita por mensagens no celular, e na hora eu pensei, como é tão atual essa visão sobre a profissão de jornalistas e aos cargos que está cada vez mais extinto. Se ninguém lê mais, porque vai existir jornal, não é mesmo? 

E isso trás insegurança, vontade de desistir, e ao mesmo tempo você percebe que está no meio da faculdade, vai jogar tudo pro ar? ,

E ao mesmo tempo você percebe como o mercado corporativo é algo que não faz mais sentido para sua vida, sempre aquela mesma coisa, puxação de saco, jogo de poder, puxação de tapete e etc etc…

Enfim, o que faremos do nosso futuro de jornalista que não é palpável?


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