Às vezes, assimilar isso é meio trabalhoso, porque nem sempre queremos dar esse primeiro passo. Estamos habituados à rotina, e quem gosta de mudar uma rotina que já anda tão bem estabelecida, não é mesmo?
O que a gente pode sentir sobre isso é o incômodo, seja ele de “preciso viver algo novo” ou “essa situação não me cabe mais”. E, no decorrer da vida, vamos mudando, mas viver no automático faz com que você não pare para observar essas mudanças. Muitas vezes, você sente um incômodo e nem sabe o porquê dele existir.
A mudança sempre trará uma transformação, e isso pode nos deixar com medo. Talvez a nossa maior dúvida seja: e o que vem depois?
Esse desconforto é algo muito natural, porque muitas vezes não gostamos de explorar lugares em que não sabemos o que vem depois, mesmo que tudo na vida também seja uma incerteza. Porque, se você parar para pensar, qual certeza a gente realmente tem?
Não quero pesar o clima, mas já pesando: a única certeza é que um dia vamos morrer, e mesmo assim também não sabemos quando.
Claramente, a primeira coisa que queremos fazer é voltar ao nosso passado e ficar por lá mesmo, onde já conhecemos e sabemos como começa e como termina.
Em alguns momentos, podemos nos sentir tão incapazes e incompetentes, porque mudar muitas vezes é como começar algo do zero. É desaprender para aprender. É reaprender. E estar nesse lugar pode exigir muita coragem, ao ponto de fazer aquelas perguntas bobas e voltar a ser aprendiz.
E nem sempre estar nesse lugar parece confortável, porque já não temos mais aquela inocência de uma criança, que não pensa duas vezes antes de perguntar algo, sem medo de parecer boba ou de ser julgada.
A vontade, muitas vezes, é sair correndo e abraçar a velha situação. Mas isso também pode exigir um esforço. E, muitas vezes, você até pode voltar para a velha situação, mas, quando chegar lá, vai perceber que também já se sente diferente dela, e que ela já não se encaixa mais na sua vida.
E toda mudança é assim: ela pode doer muito. No começo, pode ser uma grande novidade e trazer euforia, mas, com o tempo, você vai percebendo que essa mudança também é um processo doloroso.
E como continuar quando a gente ainda não sabe o que vem pela frente?

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