Muitas vezes esperamos que o próximo passo seja um “você está contratada” ou “vamos estender o contrato”, mas nem sempre é assim. E o que fazer para não pirar de vez?
Sinceramente, eu já esperava que isso acontecesse, ou até sentia, por milhões de motivos — mas esse será um assunto para outra prosa. Hoje quero falar sobre como algumas atitudes estão me ajudando a não pirar, partindo do princípio de que eu ainda não me recoloquei no mercado.
Quero abordar o tema: o que fazer para não pirar. Porque, se fosse há alguns anos, certamente eu já estaria com ansiedade, depressão e me culpando por não ter dado minhas tripas e toda a minha alma por uma vaga de trabalho. Hoje eu estou bem tranquila, fazendo o que preciso fazer, sem euforia. E, para começar, acredito que seja isso: deixar fluir.
Ah, mas precisamos dar nosso sangue, atropelar tudo e todos pelo nosso espaço… e eu te pergunto: será mesmo?
Por muitos anos da minha vida eu tive atitudes assim. E sabe? Conquistei espaços muito legais, inclusive salários bacanas. Mas será que vale a pena? Acredito que isso você precisa analisar dentro da sua própria consciência. São coisas que não podemos dizer pelos outros, e os outros também não podem dizer por nós. Claro que devemos levar em consideração respeito, caráter e outros valores importantes.
Tá, mas como eu não estou pirando de vez, sabendo que no próximo mês estarei novamente na estaca zero? Talvez não tão zero assim, porque tenho alguns projetos — inclusive o de escrever neste blog, que tem sido maravilhoso para me expressar.
Uma das coisas que mais tem me ajudado a não pirar são os hobbies que estou praticando. Isso tem sido top 1 na minha vida. Me dedicar a algo novo… por exemplo, retornei às aulas de violão, e tem sido tão bom praticar todos os dias e ver a evolução, conseguir tocar uma música completa.
E claro, isso não me gera renda, mas me gera paz. E paz é algo que tenho levado muito em consideração nos últimos dias. Tenho percebido que algumas atividades que antes eu deixava para depois por conta do trabalho, agora estou colocando em primeiro plano, e deixando o trabalho em segundo plano.
Óbvio que tenho um contrato de freela, que me permite pagar as contas. Ganho o suficiente para sobreviver, e isso tem sido um alívio. Mas, em breve, talvez as reservas acabem se eu não encontrar algo para complementar a renda.
Então, respiro fundo e treino minha mentalidade: agora você precisa comprar apenas o necessário e poupar o máximo possível. E também fazer aqueles desapegos que ajudam de alguma forma. Não é muito, mas ajuda.
Entender que vão existir coisas que não acontecem da noite para o dia. Aliás, já se passaram três anos desde que comecei a fazer jornalismo — e ainda perdi um ano porque mudei de faculdade. Isso também me afeta. Mas, ao mesmo tempo, parece que as coisas acontecem de uma forma em que tudo conspira a favor.
Parece que, se não fosse assim, talvez algumas coisas não aconteceriam, talvez eu não veria a vida de determinada maneira. Então, procuro analisar tudo assim: se isso não está dando certo, o que posso aprender com essa situação e melhorar para a próxima?
E juro, isso não é positividade tóxica. Porque observar, ter consciência de que as coisas não estão dando certo e tentar reavaliar é um pensamento maduro, não tóxico.
Respirar fundo e orar. Pedir ajuda para aquilo em que acreditamos. Às vezes precisamos, sim, de uma ajuda espiritual — e isso é importante.
Se apegar a algo divino e espiritual também pode ser de grande ajuda nesse momento. Muitas vezes não damos atenção para isso, mas eu posso dizer com propriedade: já aconteceram coisas comigo em que eu não tinha saída, mas orei e pedi ajuda, e ela veio. E veio de uma forma que eu não tenho palavras para explicar — só gratidão.
Recapitulando: não pire. Respire, medite, faça bom uso da sua fé, tenha hobbies que te façam perceber o quão especial você é e deixe fluir. Faça a sua parte, que em breve o universo fará a dele.
Beijos e até o próximo.

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