Ao se deparar com a palavra rejeição, o que vem à sua cabeça? E como você reagiu ou lidou com isso?
Ando em um período bem reflexivo sobre tudo o que vem acontecendo, sobre caminhos que vejo que não são mais para mim e, ao mesmo tempo, de certa forma, uma rejeição das pessoas por elas não saberem lidar com pessoas que sabem o que querem. Dizer não, sem explicar o porquê, pode deixar as pessoas desconfortáveis ao ponto de não aceitarem o seu modo de ser.
Tenho observado isso silenciosamente, mas, sobretudo, gostaria muito de trazer o tema da rejeição, porque esse é um assunto muito forte para mim. Desde a minha infância, infelizmente, vivi rejeição familiar dentro da minha própria casa.
E posso dizer que a melhor vingança é você não baixar a cabeça e usar a rejeição como uma alavanca para mudar atitudes que podem melhorar sua vida, fortalecer sua autoestima e desenvolver sua inteligência emocional. Tornar-se mais imponente ao ponto de ter consciência do que você está mudando e por que está mudando.
Não é simplesmente mudar pelas pessoas ou porque foi rejeitada. É entender o motivo da rejeição e amplificar suas qualidades — mas em lugares onde você será vista e valorizada. Porque não adianta jogar pérolas aos porcos ou tentar explicar nosso comportamento para pessoas que não ouvem nem a si mesmas.
E isso, infelizmente, acontece com frequência.
Vejo muitas pessoas cheias das próprias verdades, ao ponto de não enxergarem um palmo à frente do nariz. Não estou dizendo que você precisa aceitar determinadas situações, mas que, além de não aceitar, é preciso entender que cada ser humano, mesmo sendo criado na mesma casa, pelos mesmos pais e no mesmo ambiente, pode ser totalmente diferente.
E o que podemos fazer com isso?
Fazer como no filme Avatar: “eu vejo você”. Ver o outro individualmente, com suas vivências e experiências, e não deixar que a rejeição nos pare no caminho. Muitas vezes, a rejeição pode ser importante para a abertura de novos caminhos e crescimento pessoal.
A princípio, a rejeição sempre vem com muita dor. Seja rejeição amorosa, rejeição familiar ou rejeição no trabalho, nós não queremos ser rejeitados pelas pessoas que estão à nossa volta. Esses vínculos são importantes, e naturalmente queremos aceitação.
Mas, ao lidar com uma rejeição — seja ela verbalizada ou silenciosa — o primeiro pensamento que vem à cabeça é: Onde foi que eu errei? O que eu não fiz?
E muitas vezes a rejeição não é negligência sua. E, se for, é preciso entender o que aconteceu. Nesse momento, você deve investigar as possíveis causas e separar, com clareza: o que é meu e o que é do outro.
Essa dinâmica é importantíssima para sua saúde emocional, porque você precisa devolver ao outro o que é dele e observar seu próprio comportamento. Há algo que você realmente precisa ajustar? Ou foi apenas o fato de o outro não saber lidar com o seu posicionamento?
Na maioria das vezes, é isso que vejo.
Após investigar a causa, aquela dor inicial começa a se dissipar. Você passa a ter mais racionalidade e começa a enxergar as coisas como elas realmente são — e não apenas como você sente.
Às vezes, após uma rejeição, podemos nos deparar com o vazio e com a sensação de não sermos boas o suficiente. E com esses pensamentos podem surgir sentimentos de tristeza, solidão e até sintomas de depressão.
Mas será que vale a pena deixar de viver por causa disso?
Você não irá agradar a todos — e não há problema algum nisso. Aliás, pode ser até positivo. É estranho quando alguém agrada todo mundo, não acha?
Depois de analisar o cenário da rejeição, observe seu comportamento diante da vida. Faça o que eleva sua energia, fortaleça sua autoestima e esteja perto de pessoas que te valorizam.
Inclusive você.
Para que as pessoas te valorizem, você precisa ser sua maior fã.
Também é importante reconhecer se você pode ter causado algum incômodo. Às vezes pode ter sido algo inofensivo ou apenas fruto da sua autenticidade. Outras vezes, você pode ter sua parcela de responsabilidade.
Então seja justa e amplie sua visão sobre a situação.
E, principalmente, não deixe que a rejeição abale seus sonhos, sua essência e quem você é.
Ser igual a todo mundo não é sustentável. Fazer o que todos fazem apenas para não ser rejeitada pode te afastar de si mesma — e isso é perigoso.
Lembro-me de um relacionamento amoroso em que eu já não me reconhecia mais. Eu não sabia mais do que gostava, de tanto tentar agradar.
Esteja atenta.
Seja apaixonada pelos seus hobbies e por tudo aquilo que você gosta de fazer. Isso ajuda a manter a mente ocupada com o que te fortalece.
Quanto mais você investe em si mesma, menos tempo terá para se perguntar: “Por que ele me rejeitou?”
Esse pensamento é involuntário, porque buscamos atenção e afeto. Mas racionalizar a situação e seguir sua vida ajuda você a não ficar presa a algo que não depende apenas de você — mas de um contexto.
E se é contexto, você não pode controlar.
Para finalizar: não deixe que as verdades dos outros atrapalhem seu progresso. Cada pessoa tem seu tempo.
Não enfie os pés pelas mãos para agradar ou para evitar a rejeição.
A rejeição, às vezes, pode ser uma bênção.
Um grande beijo e até o próximo.

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