Como os hobbies ajudam na transição de carreira e no autoconhecimento

 


Você já teve um sonho de infância que nunca realizou?

Acredito que todos nós já passamos por isso. E, em um período da minha vida, mesmo tendo alcançado o tão desejado estágio profissional, eu enfrentei momentos desafiadores na minha jornada.

Muitas pessoas romantizam a transição de carreira como se fosse algo linear, tranquilo, organizado em etapas bem definidas. Mas, na realidade, cada trajetória é única. Para algumas pessoas, o caminho é estruturado. Para outras, é confuso, emocional e cheio de dúvidas.

E o primeiro passo de tudo isso é: não se comparar.

A comparação nas redes sociais e na vida real pode fazer você acreditar que está atrasada. Mas cada processo tem seu tempo.

O papel dos hobbies na saúde emocional

Agora voltando aos hobbies.

Houve um momento da minha vida, há alguns anos, em que eu estava atravessando o término de um relacionamento complicado. Foi um período emocionalmente desafiador. Minha terapeuta me orientou a investir em hobbies como forma de reorganizar meus pensamentos e reencontrar equilíbrio.

E agora, passando por outro momento desafiador, eu lembrei desse conselho.

Eu precisava renovar a academia, mas ainda estava tentando encontrar uma que realmente gostasse. Então decidi fazer algo mais leve enquanto isso.

E foi aí que lembrei de um sonho da infância: ser dançarina, fazer ballet, viver aquela alma voltada para a arte.

Pesquisei escolas, valores, fiz uma aula experimental — e na primeira aula já fechei o pacote para fazer ballet uma vez por semana.

Foi um período muito importante no meu processo de transição interna.



Realizar sonhos de infância também é desenvolvimento pessoal

No começo, eu acreditava que ballet era algo para começar apenas na infância. Depois de pesquisar mais, descobri que não era bem assim.

E pensei: por que não testar? Por que não realizar esse sonho agora?

Minha infância foi marcada por muitos desafios. Meu pai trabalhava como vigilante em dois lugares para sustentar cinco filhos. Minha mãe era extremamente conservadora e muito focada na igreja.

Lembro que eu queria tocar na banda lira da cidade — uma banda marcial gratuita — e não tive permissão. Esse sonho eu consegui realizar aos 17 anos, quando comecei a fazer aulas lá. Foi por pouco tempo, mas foi uma realização.

E anos depois, começar o ballet foi mais uma dessas reconexões comigo mesma.

O ballet como ferramenta de autoconhecimento

Minha primeira professora foi extremamente atenciosa. Conversava muito comigo sobre a dança, sobre como cada corpo funciona de uma maneira, sobre limites e evolução.

Fiz aulas com ela por quatro meses. Mas, este ano, senti vontade de dar um passo além.

Mudei para uma escola maior, com mais alunas e mais desafios. Eu não queria estacionar no mesmo ponto.

No começo de 2026, comecei a pesquisar novas escolas. O algoritmo me entregou o conteúdo de uma escola que eu gostei muito. Fiz uma aula experimental e amei.

No mesmo dia fiz minha inscrição.

Passei a fazer aulas duas vezes por semana. Comecei a levar mais a sério. Inclusive comecei a comprar os lookinhos de ballet que sempre achei lindos — e isso torna tudo mais especial. A gente se sente elegante, confiante, feminina.

Pode parecer algo pequeno. Mas não é.


Hobbies como suporte na transição de carreira

O ballet me ajudou a atravessar mais uma fase difícil com mais leveza. Me trouxe disciplina, presença, consciência corporal e, principalmente, prazer.

Os hobbies não são perda de tempo.

Eles são ferramentas poderosas de:

  • equilíbrio emocional

  • saúde mental

  • desenvolvimento pessoal

  • criatividade

  • fortalecimento da identidade

Em um processo de transição de carreira, os hobbies ajudam a manter a sanidade. Eles lembram quem você é além da profissão.

E, no meu caso, além de tudo, consegui incluir mais um hobby na minha rotina — que já é cheia de coisas que amo, mas ainda assim muito prazerosa.

Às vezes, o caminho profissional não começa com um plano estratégico. Começa com um sonho antigo que você decide finalmente viver.

Já me conte nos comentários sua experiência com sonhos, e um grande beijo e até o próximo.

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