Todo aniversário, antes de chegar, eu planejo muitas coisas na minha cabeça: o que quero fazer, lugares que quero ir e, comumente, tenho vontade de viajar para algum lugar que eu ainda não conheço. Porém, nos últimos anos, esse último plano não tem sido cumprido — e eu diria que quase nenhum. Porque, quando está mais perto do dia do aniversário, a vontade de não fazer nada é imensa.
Nos últimos anos, tenho sido tão introspectiva que não comemorava meu aniversário havia dois anos. Mas, este ano, conversei com as minhas 1001 personalidades e chegamos a um consenso: iríamos comemorar o aniversário, fazer algo diferente e aproveitar todas as oportunidades — não só do dia do aniversário, mas da semana completa. E, por incrível que pareça, eu não tive crises de querer desistir. Muito pelo contrário: me senti muito animada para passar por cada etapa dessas pequenas coisinhas que inventei de fazer :)
Havia marcado de fazer a minha tattoo. Eu já estava pesquisando desde 2024 um lugar para fazer uma tatuagem que simbolizasse o meu primeiro voluntariado. Eu estava em um período muito difícil da minha vida, em transição de carreira e, ao mesmo tempo, fugindo — ou querendo fugir — das minhas responsabilidades de adulta.
Foi nesse momento que enfiei na minha cabeça que iria ficar viajando. Criei uma planilha com possíveis lugares para ir, e o primeiro destino foi exatamente um lugar pelo qual eu não tinha tanta vontade assim. Mas, em um programa de voluntariado, não é como um planejamento de viagem comum, em que você vai para onde quer; você vai para onde consegue fazer um match.
Essa experiência foi muito importante para a minha vida, porque lá eu me redescobri. Voltei para casa com uma perspectiva totalmente diferente, percebendo o quanto a vida era generosa comigo. Porque, apesar de tudo — de não ser uma rica privilegiada —, eu também não sou uma pessoa sem nenhum privilégio. Essa viagem me trouxe essa consciência, que foi muito importante.
Então, a minha primeira arte de aniversário foi tatuar uma cobra coral no braço. Além de ter um significado muito lindo, foi a primeira cobra que vi nessa viagem. Ela era muito linda, radiante. Acho que, em toda a minha vida, eu jamais havia visto algo como aquela cobra.
Segundo pesquisas no Google, a cobra coral simboliza:
Transformação, renovação, cura e proteção, representando a dualidade (beleza e perigo) e o ciclo de morte e renascimento. É um poderoso arquétipo no xamanismo e em culturas indígenas, associada à sabedoria, ao despertar espiritual e à conexão entre o mundo físico e o espiritual, facilitando a superação de desafios e o autoconhecimento.
Essa simbologia é perfeita para o meu momento, porque eu estava vivendo um período de despertar — tanto na vida espiritual quanto na vida profissional. Foi nessa viagem que descobri que não quero uma religião e que “minha religião é não ter uma religião”. Foi um momento em que a minha ficha realmente caiu sobre coisas que eu estava buscando fora, mas que, na verdade, sempre estiveram dentro de mim.
Para quem curte ver vídeo, segue em anexo: assista aqui
O terceiro rolê da minha semana de aniversário foi ir ao MIS — Museu da Imagem e do Som —, onde fomos ver a exposição do Jung, A alma humana: você e o universo de Jung. Foi mágico. Eu não tenho palavras para descrever o quanto esse dia foi imensamente especial, tanto por estar dividindo esse momento com pessoas que amo quanto por estar em uma exposição de uma figura que admiro profundamente. Segue anexos:
Para quem curte ver vídeo, segue em anexo: assista aqui
A segunda parada do dia do aniversário foi no restaurante Quincho, vegetariano, que, inclusive, é maravilhoso. Comi um dos pratos executivos, que incluem entrada, prato principal e sobremesa — coisa dos deuses. Eu viraria vegetariana facilmente comendo as comidinhas do cardápio de lá. Foi muito gostoso ter esse momento junto com pessoas que amo, e essas pequenas coisas me fazem refletir o quanto é importante estarmos com pessoas que nos fazem bem.
Ainda não fiz vídeo, se quiser me seguir no ticoteco, em breve postarei, segue link do perfil: siga aqui
Na quarta-feira, houve uma comemoração com meus parentes e amigos mais chegados no Live. No dia, era karaokê. Eu me diverti muito, me estressei também — porque faz parte do show. Conheci pessoas novas, cantei, as pessoas que foram comigo cantaram também, pagamos micos, e a intenção foi exatamente essa. No geral, eu amei cada momentinho vivido nessa semana.
E, resumindo como é completar 38 anos: para mim, é sentir que estou praticamente entrando em uma fase de meia-idade, uma segunda fase da vida. Eu já escrevi sobre isso aqui no blog leia aqui, todas as loucuras e inseguranças que senti ao chegar nesse momento. Hoje, sinto que estou muito mais plena e sem tantas neuras sobre o que as pessoas vão achar ou esperando a aprovação delas. Estou apenas preocupada em me fazer feliz, cuidar da minha saúde, física e mental, amar verdadeiramente, viver com pessoas que amo, fazer coisas que realmente me dão prazer e faz meu coração pulsar, nem tudo na vida é sobre lógica, calculo e agir de forma racional.
Essa é uma fase em que realmente nos dedicamos mais a fazer coisas rentáveis, a aproveitar o tempo de maneira sábia e a não desperdiçar com qualquer coisa. Porque, de qualquer maneira, vamos empregar tempo em algo — o tempo está passando. A pergunta é: em que estamos investindo o nosso tempo?
E isso não é apenas sobre produtividade o tempo todo, até porque isso cansa muito. É sobre fazer coisas que tragam momentos plenos consigo mesma. Sabe aquele acontecimento em que você simplesmente pensa: “Poxa, que legal que eu fiz isso”? Algo que ficará guardado na memória e será muito bom recordar daqui a alguns dias, alguns anos e até mesmo deixar como legado.
No fim, é sobre isso: fazer coisas que você sinta seu coração palpitar!
Aliás, uma vida que o coração não palpita, não valeria a pena, pelo menos no meu conceito! :)
Espero que tenham gostado da minha humilde reflexão, e quero saber.
Você também vive coisas parecidas?
Beijosss!!!
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