Nos últimos dias, tenho vivido um processo profundo de autoconhecimento — algo que costuma acontecer também quando estamos em transição de carreira. Comecei a me observar com mais atenção: minhas conversas, minhas reações, meus sentimentos após certos encontros… e percebi que muita coisa já não fazia mais sentido dentro da vida que estou construindo.
Decidi, então, me afastar um pouco das redes sociais. Deletei meu Instagram, desinstalei o TikTok e me propus a viver mais o “ao vivo” e menos o “online”. Porque, em algum ponto do caminho, eu passei a sentir que estava vivendo a vida dos outros apenas por assistir aos stories. Era como se acompanhar pessoas fosse o suficiente para me sentir presente — mesmo sem estar.
Com o tempo, percebi o impacto disso: já quase não encontrava meus amigos. Sempre era difícil marcar um horário, conciliar agendas ou até fazer um simples rolê. E isso começou a me desanimar. De um lado, encontrei pessoas que tinham preguiça de organizar algo; de outro, grupos que se reuniam sempre, porque era “ali do lado”, depois do trabalho. Mas eu? Fui ficando no meio-termo, sem me encaixar em nenhuma das opções.
Foi então que comecei a me dar aquilo que chamo de “desimportância consciente”. Parei de tentar ser importante na vida de todo mundo e passei a ser importante na minha. Refoquei meus esforços nos meus próprios propósitos: estudar idiomas, voltar a escrever no blog, criar conteúdo que realmente agregue algo positivo para alguém.
E, quando parti para uma vida mais independente, percebi que a companhia que mais me faltava era a minha própria. Saio sozinha para jantar depois do trabalho, faço exercícios sozinha, visito cafeterias novas sozinha, vou ao shopping sozinha. Não porque eu não queira companhia, mas porque eu reconheci que para eu fazer algo, não preciso necessariamente ter uma companhia, apenas preciso da minha própria.
Esse processo me ensinou algo essencial na jornada do crescimento pessoal e na mudança profissional: observar minhas relações e entender o que me faz bem — e o que drena minha energia. Percebi o quanto me incomodava falar dos defeitos alheios. Eu também tenho os meus. Não quero viver uma vida centrada em fofocas, comparações ou julgamentos. Isso me desgasta. Saí um dia com pessoas que fizeram isso o tempo todo, e voltei para casa exausta, com dor de cabeça, e sentindo que aquela energia não combinava mais com quem estou me tornando.
Foi aí que decidi me afastar de pessoas viciadas em falar dos outros e me aproximar de gente que fala de metas, propósito, autodesenvolvimento e planos de vida. Como Jung dizia, “é mais fácil ir até a Lua do que olhar para dentro de si mesmo.” E eu finalmente entendi o peso — e a verdade — dessa frase.
Porque ser melhor para mim mesma vai muito além de ter uma profissão ou ser reconhecida. Isso é externo. O verdadeiro trabalho começa dentro: mudar atitudes, rever padrões, questionar comportamentos. E, vou te dizer, cansa só de pensar. Mas é um cansaço que me move, não que me paralisa.
A vida tem mostrado que passa num instante. Algumas horas demoram, outras voam, mas tudo tem sua lógica. E estou aprendendo a equilibrar isso. A achar prazer nas pequenas coisas, até nos desafios. A lembrar que 90% da vida é como reagimos aos 10% que acontecem.
A vida é rotina, sim. Trabalho, responsabilidades, compromissos… tudo se repete. Mas, fora isso, tudo é novidade. Sempre tem algo inesperado acontecendo — para o bem ou para o aprendizado.
E é isso que tem guiado minha jornada: viver de forma presente, viva e consciente. Seja na vida pessoal ou na transição de carreira, estou aprendendo a abraçar cada fase e a me tornar a minha própria prioridade.
Me conta aqui embaixo: você também já viveu uma fase de se redescobrir?
Quero muito saber como foi pra você!
Um beijo e até o próximo...



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